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sábado, 16 de abril de 2011

UMA DEFINIÇÃO DE ODU.

DEFINIÇÃO DE ODU

Há no Brasil uma grande curiosidade das pessoas em conhecer o orisá de cabeça; quem é seu pai ou sua mãe. É compreensível. Creio, porém, que não devemos perder a dimensão de que é mais importante conhecer o odu pessoal que o orisá de cabeça. Vou tentar explicar a razão. Vamos ao primeiro passo.
Odu é uma espécie de signo que rege o nascimento de cada pessoa. A tradição iorubá aponta a existência de dezesseis signos principais, cujas combinações perfazem 256 odus. Cada um de nós é regido por um desses odus. Cada odu é composto de uma infinidade de poemas, relatando a história da criação e o papel que os orisás e uma série de outras espiritualidades exerceram nessa história primordial. O conjunto dos odus forma, então, o texto canônico sobre o qual se sustenta a tradição de Ifá.
Dentro dos odus estão os caminhos e as possibilidades que cada um de nós carregará para o resto das vidas. Nesse sentido, odu é o destino possível de cada um. Meu odu, por exemplo, contém as coisas que devo evitar os eventos que podem colocar em risco a minha vida, as comidas que me fazem bem, as comidas que me fazem mal, minhas aptidões profissionais, minha relação com meus ancestrais, as folhas que me curam, as folhas que me matam, os ebós que me salvam os orisás que me acompanham... O que salva, no meu odu, pode matar, no odu de outra pessoa. Nenhum homem escapa ao seu odu. Vive os caminhos ire (positivos) ou ibi (negativos), mas não escapa. Odu é o designo de Olorum, o deus maior.
Em cada odu, os poemas relatam as histórias dos orisás e de outros elementos encantados da natureza. Eu, por exemplo, sou filho de Ogum. No meu odu, Ogum não aparece como o guerreiro violento e conquistador. Ogum surge como o inventor do arado; agricultor e mestre ferreiro. A tendência é que a energia de Ogum se manifeste na minha vida dessa forma mais branda.
Tenho irmãos de Ifá filhos de Ogum que, entretanto, possuem odus onde os poemas que envolvem o orisá falam de violência e guerra. É assim que a energia de Ogum pode se manifestar para eles. Não se compreende a natureza do orisá de cabeça sem o conhecimento do odu e dos caminhos em que nele o orisá se apresenta. Para efeito de comparação, quem conhece apenas meu orisá sabe em que cidade eu moro. Já é muita coisa. Quem conhece meu odu pessoal, com seus caminhos, e sabe como a energia do meu orisá se manifesta nele, tem uma cópia da chave da minha casa.
Não se faz - ou não se deveria fazer - santo na cabeça de uma pessoa sem o conhecimento prévio do odu da mesma. Exemplifico. Digamos que o Iywao que vai se iniciar seja filho de Sòngo. Há um dos 256 odus - daqueles famosos, que todo babalawo conhece - em que Ifá revela que a energia de Sòngò é forte demais para ser consagrada na cabeça de alguém. A simples menção do nome deste odu evoca os poderes do fogo. Imaginem raspar Sòngò no ori de um noviço que seja desse signo. Não se raspa em nenhuma hipótese. Assim Ifá ensina assim o sacerdote deve agir. Osa Irosun nos diz em um de seus versos: Só Orunmilá pode revelar o orisá de cabeça de cada pessoa e só Orunmilá pode determinar que orisá deva ser consagrado na cabeça de cada um. É por isso que conheço exemplos louváveis de grandes Bàbá/Iyàlorisá que não fazem orisá na cabeça de ninguém sem antes consultar um babalawo, para confirmar se os procedimentos litúrgicos adotados estão de acordo com as ordens do único orisá que pode estabelecer isso: Orunmilá.
Após essa rápida introdução, surge a dúvida: como se revela o odu de cada um?

sexta-feira, 15 de abril de 2011

EBÓ

 


O poder e a magia dos ebo.


O jogo divinatório trás ao sacerdote do culto de òrìsá informações detalhadas da vida do suplicante, sendo assim através de uma leitura de Ifá nós devemos buscar a origem do problema, o que esta gerando os conflitos vividos pela pessoa e o Etutu, oferenda como complemento do ébó, exato para podermos solucionar a questão.
Sendo assim podemos concluir que a arte divinatória é muito complexa, pois está interligada de forma direta com os aspectos sociais nobres e sábios que a manifestação o dos Orisas nos trazem.
O saber é um dever de todo o segredo do sucesso é a diferença nas características de cada Ebó!
O ebó não pode ter dúvidas, é através de nossas informações básicas que devemos o complemento de cada ebó para uma solução exata, além de um direcionamento correto das energias presentes no ebó.

Existem basicamente ebó com três características diferentes
Ebó curativo - Elimina a dor, a angústia, o problema e a depressão tanto de origem mental física quanto de origem espiritual.
Ebó preventivo - Impede que os problemas, sofrimentos e doenças cheguem até as pessoas, evitando assim que haja uma disfunção em nosso destino.
Ebó atrativo - Possui a capacidade de fazer chegar até nós tudo o que está em nosso destino, tirando os obstáculos e tornando assim nossa vida mais simples.

A base da preparação e o sucesso do ebó estão interligados a própria formação e capacidade do sacerdote na confecção do mesmo, pois quanto maior for o seu conhecimento e suas proteções maiores será o sucesso do mesmo.

O destino dos Ebós

O ebós possui três fazes:
Babalawo / ebó / destino, que pode ser um Ojubó de um Orisa receptor.
O sacerdote precisa ser iniciado e preparado, pois passando por determinados rituais que tem por principal finalidade promover um aumento do seu Asé e força vital essencial, além é claro de um conhecimento específico para poder direcionar esse Asé de maneira específica, ao ponto de pegar um copo com água ativá-lo, dar para alguém tomar e aliviar os seus problemas e males.
O ebó ori, o igba Ori e a iniciação contribuem de forma decisiva para nossa evolução, pois através desses rituais ganhamos recursos extras para o domínio dessa forças.
O sacerdote busca através da magia do sobrenatural direcionar o ebó para promover o crescimento e o progresso de seus suplicantes e filhos.
Além do que, o poder da magia nos previne de todos os males que as energias negativas possam nos causar, pois nos das condições de nós sacerdotes nos alinharmos com os Orisas e com as forças consumidoras dos ebós.

O Asé da magia é que nos favorece no ebó.

O sacerdote usa anéis preparados que o protegem na hora do ebó, patuás, preparados mágicos e medicinas para que seus desejos se consagrem e esteja protegido na hora de ebós.
Usa Afosés para que sua manifestação oral se consagre no astral e se realize na vida da pessoa.
Eyonus aye, ebos ingeridos, o preparo da vista para transportar o ebó.
Sendo assim podemos concluir que um ser humano passa por várias situações antes de estar apto a realizar suas funções sacerdotais.

Já em relação aos poderes sobrenaturais do espaço Ikolé Orun, faz parte da base de um sacerdote o Ojubó Esu, Iyá mi Aye e Ogun, venerar a terra de maneira correta, Babá egungun, Oso e outros pactos com energias uteis a um sacerdote.

Quanto menos Ojubó ele possuir mais cargas em cima do sacerdote.

Existe um ditado em Yoruba que diz: A folha é que faz ferver a água dentro do copo!
Sendo assim podemos concluir que a força está dentro do sacerdote e em suas mãos, pois o Asé está dentro de cada um!
Portanto os elementos presentes em um ebós nada mais são de que agenciadores do ebó, materiais utilizados em sua confecção, pois sem a responsabilidade e o conhecimento do sacerdote para invocar suas forças e energias sobrenaturais e direcioná-la da formas correta de nada é válido.
Para o ebó existir, é necessário que ele tenha um nome, ato do ebó pra qual finalidade e um fim, ou seja, pra onde realmente ele deve ir.
Batizamos o ebós com um início, por que estou fazendo esse ebó e o que me levou a fazê-lo?
E um fim qual a finalidade deste ebó?
A razão pelo qual o ebó esta sendo feito, a conscientização do ebó em relação ao seu objetivo, devemos conversar com o ebó, pois é através desse diálogo que damos vida a ele e mandamo-lo para frente e de encontro à solução para esta pessoa.
No ato do ebó quando falamos com cada elemento material fazemos com que esse elemento manifeste seu asé que está dentro dele mesmo e seu segredo, a força desses Asé esta no conhecimento da energia dos elementos.
Por isso um ebó pode curar uma doença, pobreza, tirar obstáculos e abrir caminhos para as pessoas. Por isso muitas vezes os elementos dos ebós são os mesmos, pois somos nós é que direcionamos a energia deles.
O ebó trás vários benefícios, além de realizar o objetivo específico ele trás consigo um situação de saúde dinheiro e felicidade.
Não existe um ebó que seja para um só objetivo específico. Cada elemento trás consigo e injeta no ebó suas energias que irão trazer para o cliente soluções. A situação é muitas vezes complexa e sofisticada, o Orisa é sofisticado por que ele é muito simples, basta conhecê-lo.

Òrìsà é solução e não sofrimento!

Após a utilização é necessário o processo da reza, onde o cliente ou o filho nos acompanha através da conscientização do problema, a pessoa expressa sua vontade e desejo e nesse momento ela se abre para a energia da vida, devendo nesse momento pedir com convicção para convencer a sorte.
O poder da palavra é muito importante, pois constrói e destrói, por isso falamos com o ebó e com a pessoa com o poder claro para que a pessoa se livre de todo sofrimento e perturbação.

Reza para conscientizar o ebó de sua função, Reza para propiciar e encaminhar o ebó.

Essas rezas levam o ebó e com ele o problema, atraindo novas possibilidades.
O ebó não pode ter enfoque negativo, pois a energia é dinâmica e bilateral capaz de enlouquecer alguém.
Pode se tratar de energias muito complexas por isso é necessário termo os Ojubós Orisas para suportarmos essas energias dinâmicas!
Após essa invocação que formamos o ebó, concentramos todos os elementos utilizados no ebó e assim consertamos os problemas da pessoa numa energia só, ou seja, no ebó.
Ao realizarmos isso tudo damos personalidade e forma ao ebó, porém isso é só começo.
A partir daí a responsabilidade do sacerdote vai diminuindo, já que ele joga a responsabilidade e os problemas nos elementos e no ebó montado, para transformar o destino.
Sendo assim podemos concluir que os sacerdotes nada mais são do que interlocutores entre o homem e os Orisas.
O destino de cada ebó pode ser:

*na encruzilhada em T
*no rio
*no mar
*na cachoeira
*na estrada
*na mata
*montanha
*Ojubó Èsù, Ògún, Yami.
*na feira
*aos pés de uma árvore
*Na copa de uma árvore
*no lixo e etc...
Os destinos são múltiplos, e cada destino tem a ver com a fase e o momento da vida de cada pessoa.
O tempo do ebó é uma coisa específica que deve ser consultado no jogo, pois cada ebó tem seu tempo certo e destino correto. A cada consulta gera um Odú que gera um ebó, por isso o jogo não deve ser consultado desnecessariamente.

Animais e Sacrifícios
Um animal pode ser utilizado e não sacrificado, porém ao ser sacrificado nós sacerdotes buscamos na vida desse animal força vital de energia para alimentar um filho ou um cliente. Os elementos do sacrifício são de suma importância, pois visão sempre o benefício da pessoa.
*O cabrito ou a cabra: Trabalham pela resistência, pela reconquista da energia vital em todos os seus aspectos e dimensões.
Para a energia vital precisamos do ejé para manter a vida, reforçá-la impedindo assim a morte. Na verdade quando sacrificamos um animal encaminhamos seu espírito e fazemos a troca de energia dando a pessoa à energia vital necessária.

Muitas vezes utilizamos à parte interna dos animais (órgãos) correspondentes a o que esta causando mal e doenças a pessoa.
Por ex: O coração é utilizado para levar problemas de coração da pessoa para o coração do animal.
Nos ebós de cura tiramos determinadas partes do animal e colocamos no ebó, com isso definimos o ebó, trazemos assim energia vital à pessoa a parte afetada.
Este transporte garante assim a sobrevivência da pessoa.
O ejé na pessoa, no Esu, no banho ou no ebó, tem o poder de revitalizar a pessoa em energia para que isso faça reflexo no físico, ou seja, na saúde e vida cotidiana da pessoa.
Antes de sacrificarmos um animal nós encostamo-nos à testa e no peito da pessoa, em caso de doença a mãe pode ser representante da pessoa, encostamos então os elementos no peito esquerdo da mãe. Se for o pai encostamos à testa e no peito.
Não existe distancia para o ebó e seus elementos, a pessoa pode estar do outro lado do mundo. (porque em qualquer lugar do planeta existem os elementos fundamentais, água, terra, fogo e ar).

Obs. para doença é importante sempre colocar um pouco de ejé no Ojubó Esu, no ebó, para consagrar o ebó, no banho e na pessoa, e a parte do animal correspondente a doença da pessoa com bastante dendê.

A ovelha: possui um ase destinado abrir caminho e a prolongar a vida das pessoas.
O carneiro: animal importante quanto a questões de justiça, perseguições físicas e espirituais de energia negativa e traições, pois com ele fazemos prevalecer à justiça no caminho da pessoa.
Quando for feito um ebó dirigido a Songo, 12 edun ara (pedra de Sango) mais todas as comidas de Sango mais a cabeça do animal.
O galo: Serve para alimentar Esu com energia para alguém e também para absorver problemas da pessoa. Propicia a pessoa à energia que direcionamos no final do ebó, abre caminhos à pessoa.
A galinha: absorve os problemas, atrai a estabilidade e preservação da vida da pessoa, ao ser oferecido as Yami ela atua em um campo de proteção ampla e ilimitada, proteção de eliminar problemas e inverter e prevenir situações.
Obs. as Yami são muito ligadas às curas por serem detentoras da vida na terra e consumidoras de ebós.
O pombo: Para fazer as coisas se tornarem favoráveis as pessoas, absorver e encaminhar um problema e ativar o poder de Odu Ifá.
A D'angola: Ela possui energia dinâmica para trazer resistência e harmonização à vida da pessoa. Reduzir o cansaço e esgotamento, estress e para a pessoa renovar as suas forças e conquistas.

O Igbin: Sua energia trás a ponderação, seu ejé equilibra e harmoniza o ebó e tudo o que foi feito. Usado muitas vezes como complemento do ebó.
É usado para pessoas que não conseguem absorver o asé que está sendo colocado em seu caminho.
O igbin prepara a pessoa para receber tudo aquilo que esta sendo dado a ela, usado também para pessoas que alternam bons e maus momentos.
Pois ele tem o poder de colocar o que esta ausente na vida da pessoa.
Pepeyé: Aquele que tem a longevidade, também utilizado para limpeza na pessoa e para questões físicas.
Elementos

Ogédé (banana): Para simplificar e facilitar situações.
Owo eró: búzios utilizados para comprar o sofrimento das pessoas.
Moedas antigas: Utilizadas para pagar os Ajóguns (energias negativas que são ligadas com as Yami.
Ebo (canjica): para paz e harmonia.
Grãos: símbolo de abundância, multiplicação sempre torrados.
Atare: Utilizado para consagrar o diálogo dar forças as palavras, utilizados em comidas e também para multiplicar os desejos.
Ekó (akasá): Para alimentar as energias e acalmá-las.
Eyin adié (ovos de galinha): para dar a vida, para fazer prevalecer à sorte e transforma a negatividade.
Eyin pepeyé (ovos de pata): limpar a negatividade e revitalizar.
Obi: utilizado com oráculo para conversar com as energias e os ebós, aplacar a ira de energias negativas e a fruta da vida onde no momento de comunhão com os Orisas a pessoa se conecta com sua ancestralidade.
Orogbo: utilizado para vida longa, aumento de resistência e perseverança da pessoa, quando utilizado com casca para que um segredo não seja revelado.
Oyin (mel): Utilizado para alegria, bem estar, harmonia, prosperidade e para que algo ou alguém nunca seja desprezado.
Epo (dendê): Elemento de efeito calmante, trás equilíbrio e facilidades.
Ayó (sal): Para sorte e preservação, para que a pessoa consiga manter suas conquistas.
Ejá aró: peixe defumando utilizado para iniciativa e vencer obstáculos.
Ejáaró tutu: peixe fresco utilizado para dar força ao Ori e que essa pessoa nunca bata cabeça na vida.
Ilé (terra): utilizada para abençoar a pessoa para que seu destino seja o melhor possível.
Carne vermelha: trás garra.
Ireke (cana de açúcar): Pra prosperidade e felicidade.
Asó funfun (pano branco): Usado como elemento de ligação e transporte entre os elementos do ebó e as energias da natureza.

Adìn Dudu: Elemento utilizado para atrair e ativar a ira de energias negativas (Esu, ajoguns, Yami, etc..)
Adìn funfun: Elemento utilizado para cura de espírito de uma pessoa, indispensável no culto a Obatalá.
Ori (gordura vegetal): para acalmar a dor, neutralizar negatividades, usado em determinadas medicinas para atrair a simpatia das pessoas.
Efun: para atrair o asé, para ser presenteada e ganhar coisas de alguém, Utilizado também em rituais de iniciações para pintar os filhos para livrá-los da morte como Obatalá livrou a galinha da angola pintando-a.
Osun: usado para que a essência vital o asé e as conquistas não se acabem.
Agbe: Para atrair a sorte e atingir objetivos difíceis sem ter prejuízos, pois o pássaro Agbe ele mergulha fundo pra caçar sem se afogar.
Alukó: pena roxa utilizada para que a pessoas encontre a própria sorte, sem ter prejuízos, pois o pássaro Aluko voa o mais alto possível sem queimar suas asas.
Leké-leké: ave sagrada traz harmonia leveza e nitidez às pessoas.

Ikodidé: Simboliza o nascimento, para consagrar o que esta sendo feito trazer muita sorte para a pessoa.
Yerosun: Elemento sagrado de Ifá tem o poder de transmitir o asé de Odú ao que esta sendo feito, ativar o Odú Ifá.
Erú (cinza): utilizada para apagar o sofrimento, perseguição e morte da vida da pessoa, e para aumentar a capacidade de entendimento das pessoas.
Iyepé okun (areia do mar): utilizada para trazer sorte, sabedoria, grandeza.
Iyepé Odó (areia de rio): proteção e riqueza devem ser utilizadas na entrada das casas.
Akará e Abará: tem o poder de atrair e neutralizar energias.
Fava de Opelé: utilizada para equilibrar o destino de uma pessoa.
Aridan: para atrair brilho e sorte a vida da pessoa.
Bejerekun e Lelekun: para afastar forças intrusas e surpresas desagradáveis.
Agbón bigbé (coco seco): usado para aliviar qualquer tipo de problema e sofrimento.
Esun Isu (inhame assado): usado para Ogun para abertura de caminhos.
Iyán (inhame cozido): usado para solução de dúvidas para Obatalá, sofrimentos físicos depressões e mesmo doenças graves


quarta-feira, 6 de abril de 2011

ONISEGUN, O CONCEITO DE IFÁ PARA CURA FISICA.



Em iorubá doença física causada por uma substância estranha no organismo é chamado Arun.
A doença de um homem é chamado okunrin Arun, a doença de uma mulher é chamada obinrin Arun, e a doença das crianças é chamado omode Arun.
Após a classificação por sexo e idade, a doença se distingue pela localização da infecção. doença de pele é chamada ara Arun, a doença do sangue é chamado eje Arun, a doença dos ossos é chamado eegun Arun.
O termo Arun  é usado para se referir a uma causa específica e não um sintoma.
Todas as formas de Arun são o resultado de uma substância estranha no corpo.
O termo que se refere à doença, independentemente da causa é agon.
Em medicina de Ifá, existem duas categorias de substâncias estranhas que arun causa. Doença causada por Kokoro, que significa os germes e doenças causadas por Aron, que significa verme e refere-se a infecção por qualquer tipo de inseto.
Existem cinco tipos comuns de medicamento utilizado em Ifa, medicina batida chamado agunmu , medicina queimada chamado etu, infusão (legumes massados em água ) e medicamentos chamados agbo aseje.
Quando uma receita pede sopa (ose) a receita tradicional é óleo, sal, pimenta, cozida sementes de melão sementes de alfarroba cozidos e água.

Quando a sopa é preparada como a medicina o pote não deve ser colocada no chão ou no solo e não deve ser armazenado próximo ao local onde ele está cozido. Não devem ser armazenados perto de utensílios de cozinha. Quando terminar o remédio o pote pode ser lavado e reutilizado.
O processo para fazer agunmu é moldar o medicamento em uma bola batendo juntos. Deixar a bola para secar, então, dissolvê-la em sabão (osé dudu).

Na medicina as vezes é colocado em eko ​​em vez de sopa. Eko é um mingau feito com farinha de milho fermentado.
Medicina que é misturado com o alimento é geralmente classificado pelo sabor.
Odun é doce, o koro é amargo, o kon é azedo e ta é o picante.
Medicina que não está associada com os alimentos é freqüentemente classificada pelo odor. Ingredientes com um cheiro forte são chamados; Suu, e os ingredientes com uma ordem de doces são chamados; didun.
Se você deseja cumprimentar um awo enquanto ele está se preparando medicina diga:

"o Alase", que significa: "Que assim seja."
Para saudar o Onisegun (sacerdote Osanyin) diga:
"Asaje o." O Onisegun vai responder:
"Um ba Adase ni Inu-Ifá, Osanyin um ba Asaje o im '.
" Isso significa:
"Que seja como ela é no estômago do destino, pois é no estômago das ervas."
Afose é o encantamento utilizado para ativar o poder inerente à medicina.

Quando se usa o Afose vai-se falando, coloca-se sete pedaços de pimenta de guiné na boca e dar uma mordida na cabeça de um caracol.
De acordo com a doença, Ifá nos mostra que é causada por uma falta de equilíbrio interno, que por sua vez provoca uma falta de harmonia com o eu e o mundo.

Ifa sugere que a maioria dos casos de desequilíbrio são devido ao excesso de indulgência. Saúde é mantido pela moderação, buscando o ponto médio entre a privação e o excesso.
Nos estágios iniciais a maioria das formas da doença permanecem ocultas até que o excesso ou potência da doença faz com que seja revelada.

A adivinhação pode ser usada para diagnosticar a doença nos estágios em que ela fica escondida, enquanto Onisegun é usado para diagnosticar a doença, uma vez que tornou-se aberta e aparente.
Tanto a idéia de saúde como um estado de equilíbrio e a idéia que move a doença de fases ocultas para estágios revelados, estão ligados ao sistema de cores, sendo Ifá a fonte de equilíbrio tanto no corpo humano e no ambiente natural.

Ifa faz uma distinção entre FUNFUN (branco), PUPA (vermelho) e DUDU (preto), como as cores primárias que estabelecem o equilíbrio e a harmonia do universo.
Essas cores não são consideradas rígidas, mas são vistos como agrupamentos de uma variedade de cores e tonalidades.
Branca vai incluir qualquer coisa como o ar e a água que parece ser incolor. Vermelho incluiria tons de amarelo e castanho claro. Negro incluiria, marrom escuro, verde e azul.
A idéia fundamental do equilíbrio humano se expressa na descrição de Ifá, a concepção e o nascimento de uma criança.

O parto é o resultado da união dentro do útero (Ile Omo) entre o sangue (eje) e sêmen (Ato).
O sangue e sêmen são amarrados com uma corda (Omo Okun), este é um descrição simbólico do DNA.
Este paradigma pode ser expresso em termos do sistema de Ifá de cores como a chave para a harmonia do universo.
A união de sangue vermelho e branco do sémen no interior do útero (negro) representa a união de três formas primitivas de poder (Àse).
A transformação da trindade ocorre no nascimento, quando o vermelho torna-se o sangue da criança, o branco torna-se a água do corpo e torna-se o negro da pele que contém a água e sangue.
A mesma dinâmica acredita-se que exista no universo iorubá de considerar o céu e a chuva branco, a parte exposta da Terra preto e a parte oculta da terra vermelho.
Com base nessas estruturas fundamentais a idéia de saúde é considerado como uma manifestação do justo equilíbrio entre os poderes inerentes nas cores vermelho, preto e branco.

Sempre que os poderes da mistura do vermelho e branco estão juntos em um reino escondido que é representada pelo preto, gera: saúde, fertilidade e equilíbrio e é mantido. Quando essa relação fundamental é interrompida a impotência, doença e privação ocorrem.
Este paradigma ocorre em todas as artes de cura que estão enraizadas em Ifá.

Por exemplo, se uma mulher grávida deve sangrar antes do parto, o vermelho que está escondido no útero fica exposto. Durante um projeto de colheita, a camada superficial (negra)do solo  seca e fica vermelha ou expõe o solo vermelho, abaixo do bagaço.
O conceito de saúde em Ifá é um esforço constante para manter o equilíbrio entre a cabeça e o coração, entre o Eu interno e o ambiente externo.

Este equilíbrio é expresso ao dizer que uma pessoa saudável tem a cabeça fria (Orí tutu).